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CEIC was invited by the Namibia Economic Association to present ECONOMIC PROSPECTS FOR ANGOLA at the Conference held in Windhoek in July 12, 2017 with the theme Regional Integration Opportunity for Namíbia.

Apresentação do Relatório Económico de Angola 2016

O Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola lançou na quarta-feira, 21 de Junho de 2017, o Relatório Económico de Angola 2016.

A cerimónia aconteceu no Salão Nobre da Universidade, foi presidida pelo Magno Chanceler da UCAN, Dom Manuel Imbamba que esteve ladeado pela Digníssima Embaixadora do Reino da Noruega, em Angola, pelo Magnífico Reitor da UCAN, Reverendo Padre Doutor José Vicente Cacuchi e pelo Director do CEIC, Prof. Dr. Alves da Rocha.

Assistiram ao acto membros do Corpo Reitoral, do Governo, do corpo diplomático, Deputados, Decanos, docentes e estudantes, Eclesiásticos, representantes dos partidos políticos, das organizações não-governamentais e demais interessados que preencheram completamente a sala.

O Magno Chanceler, Dom Manuel Imbamba, referiu que o trabalho do CEIC insere-se na perspectiva estratégica da UCAN e da CEAST de transformar a Universidade Católica de Angola numa referência africana (e mundial) e tem como vértices essenciais a qualidade do ensino, a investigação teórica e aplicada, a extensão universitária e a cooperação internacional.

Acrescentou que “os estudos que o CEIC tem realizado, nas esferas económica, social, política e histórica, têm como guia de análise e inspiração a Visão e a Missão da Doutrina Social da Igreja, no contexto da qual é possível retirar ensinamentos e linhas de actuação que elegem a igualdade entre os cidadãos, a liberdade económica e política, a transformação do crescimento em desenvolvimento (progresso social) e a eliminação de todas as formas de discriminação como a essência da pesquisa social anualmente efectivada”.

Sublinhou ainda que “o Relatório Económico de Angola 2016 expõe uma situação económica muito preocupante, não apenas no referente aos sinais evidentes de uma desaceleração estrutural do crescimento do Produto Interno Bruto, mas, principalmente, nas consequências sociais para a grande maioria da população”.

Após o discurso de boas-vindas o Magno Chanceler, em nome da CEAST e do Corpo Reitoral da Universidade Católica de Angola, agradeceu o apoio concedido ao CEIC e à UCAN pela Embaixadora do Reino da Noruega, Ingrid Ofstad, durante o seu mandato diplomático e em jeito de reconhecimento, ofereceu-lhe uma lembrança.

A Embaixadora Ingrid Ofstad, ao tomar a palavra, considerou de particular importância a investigação e o debate nos vários escalões da vida nacional que o CEIC ajuda a desenvolver.

O Director do Centro de Estudos e Investigação Científica apresentou à audiência o Relatório Económico, começando por sublinhar a necessidade de reformas estruturais que o país precisa de fazer para reverter a situação de crise económica. Apontou como vectores de actuação dessa reforma; a produtividade, a competitividade, a diversificação económica e a desburocratização. Destacou que maior importância deve ser dada às universidades angolanas enquanto centros de investigação científica e enquanto centros de formação de capital humano, concluindo que “se assim procedermos talvez consigamos ultrapassar esta crise até 2021”.

A Dra. Vissolela Gomes fez a apresentação das actividades do CEIC em 2016, nomeadamente relativas à produção dos três relatórios e à pesquisa conjunta com o CMI, na área económica e social.

O Engenheiro Fernando Pacheco abordou o tema da Agricultura, que ainda que faça parte do Relatório Económico de Angola há vários anos foi destacado, como forma de sublinhar a sua importância na dinamização e diversificação da economia. Pretendeu-se mostrar como o investimento na Agricultura de pequena e média escala pode contribuir para a segurança alimentar, o combate à pobreza, a criação de emprego e a dinamização de outros sectores como a agro-indústria, o comércio e distribuição e o transporte, entre outros.

O encerramento foi feito pelo Vice-Reitor para Investigação e Extensão Universitária, Reverendo Padre Doutor Jerónimo Cahinga que durante a sua explanação agradeceu o empenho do CEIC na publicação dos relatórios que considerou preciosos e imprescindíveis para a valorização da Universidade Católica, para o conhecimento da situação actual e para o conjunto de medidas que devem ser tomadas por quem possui responsabilidades governativas.

Posicionamento de Angola nos Diversos Índices Internacionais
Este trabalho procura analisar a posição de Angola em diversos índices internacionais.
Estes índices representam, essencialmente, informações sinalizadoras do estado das diferentes variáveis do sistema económico, social e político de um país. São indicadores importantes para a compreensão da situação em Angola e para uma tomada de medidas capazes de corrigir os posicionamentos menos favoráveis do país.

  A DISTRIBUIÇÃO DO RENDIMENTO COMO MODELO ALTERNATIVO DE CRESCIMENTO
A viragem da presente situação financeira e económica do país – grave, séria, de fundamentos ainda não totalmente explicados por quem politicamente o deve fazer – já não depende de nós mesmos, mas da conjuntura internacional do preço do petróleo e da capacidade de contracção de empréstimos externos para financiar os avultados e crescentes défices orçamentais. Pode estar a acontecer o fim do ciclo do petróleo em Angola, sem modelos de crescimento alternativos a curto prazo. O que leva a questionar: fim de ciclo, começo de quê?

After All, How Many Countries Are There in Angola?
Is Angola in an economic crisis and financial difficulties, or is it not? Some people are lax and claim that there is no reason to crying out in alarm, since Angola has paid its creditors and the foreign exchange reserves remain solid. Others take positions that are more realistic. They list a number of perverse effects the current situation has on the public finances and external revenues, which in turn influence on the country’s GDP growth capacity and on the population’s living standards – especially for those who already have little. Afinal, Quantos Países Angola Tem?

O Ciclo do Preço do Petróleo em Angola
Até sensivelmente Janeiro de 2002, o preço médio mensal do barril de petróleo oscilou sempre na vizinhança de USD 20. O grande “boom” no valor desta “commodity” energética situou-se entre a anterior data e Janeiro de 2008. Justamente este período foi o que registou as mais elevadas taxas de crescimento do PIB em Angola. A queda brusca verificada durante 2008 e 2009 – que consequencializou uma drástica revisão do OGE – coincidiu com a crise financeira do “sub-prime” nos Estados Unidos da América e da queda do crescimento do PIB mundial e das principais economias desenvolvidas e emergentes.

2017 é Depois de Amanhã, Como vai estar o País para entrar na Zona de Comércio Livre da SADC

O último compromisso assinado pelas autoridades angolanas quanto à adesão do país à Zona de Livre Comércio da SADC aponta para 2017 a data de integração plena de Angola neste espaço económico regional. Estará o país preparado para enfrentar a pesada concorrência da África do Sul, Maurícias, Namíbia e Seychelles na disputa das franjas do mercado comunitário, que se expressa por uma população de 293,7 milhões de habitantes, com um rendimento médio, medido pelo PIB por habitante, de 7040 dólares? Que significado tem o facto de, das 18 maiores economias africanas, a SADC incorporar duas delas (África do Sul, a segunda, e Angola a 5ª)?

CHINA SONANGOL CRESCIMENTO ECONÓMICO, 3 ASSUNTOS DA MÁXIMA ACTUALIDADE

Muitos temas interessantes de análise estão a surgir ultimamente e de uma forma rápida. O primeiro está relacionado com a negociação com a China – ninguém sabe o que foi negociado, os compromissos assumidos, as contrapartidas dadas, etc., o que é normal num país de transparência reduzida e de regime político autoritário e centralizado.

 

INTERNATIONAL CONFERENCE ON THE EMERGENCE OF AFRICA
Abidjan 18-20, March 2015

Alves da Rocha, Professor Titular da UCAN e Director do CEIC, foi convidado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para participar, em Abidjan de 18 a 20 de Março de 2015, na Conferência sobre a Emergência de África e vai falar sobre o tema: The Present and Future Challenges of the Angolan Economy(Os Desafios Presentes en Futuros da Economia Angola).

AS PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO ECONÓMICO DE ANGOLA ATÉ 2020

“Apresentam-se no futuro constrangimentos (recorrentes desde 2002 e que ainda não foram removidos pelas políticas públicas e os investimentos do Estado nos domínios da burocracia, da energia e água e mesmo – apesar de se terem já despendido cerca de 80 mil milhões de dólares em estradas, pontes, aeroportos, portos, caminhos-de-ferro, escolas, hospitais e outras obras de infraestruturas – noutras áreas da criação das condições básicas para o crescimento) e riscos severos para o desenvolvimento económico de Angola. Conforme noutras ocasiões defendi, as dinâmicas anuais de crescimento do PIB verificadas entre 2002 e 2008 têm poucas probabilidades de se repetirem num futuro até 2025“. Alves da Rocha